Júnior Grings
Nos próximos dias, relataremos um pouco das condições que encontramos em Campos Lindos (TO). Nosso trabalho ficará divido em três matérias: ruas e vias urbanas; lixo e saneamento; e moradias.
Objetivamente, não faremos disso uma denúncia particular. Não pretendemos criar caso com político algum. As fotos e os textos são para exemplificar como é a realidade urbana da maioria das cidades das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Estamos em Campos Lindos, uma pequena cidade no nordeste do estado do Tocantins: trata-se do mais recente estado brasileiro - desmembrou-se de Goiás em 1988. Os habitantes locais se confundem em uma cultura com influências nordestinas e nortistas. Tudo isso misturando com uma enorme taxa de imigração do Sul e Sudeste do Brasil.
A organização urbana é praticamente inexistente. As vias e as moradias estão em condição precárias. Tentaremos retratar esses fatores. Para me ajudar nessa tarefa, contarei com a geógrafa e mestranda em planejamento urbano e regional Núbia Scariot.
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História (real) de natal e fugas
Ateus, os capetas (Júnior, Juca e Everton) não desejam feliz natal para ninguém. Sabemos que o cristianismo é, junto com os outros dois monoteísmos, uma das piores coisas que já aconteceu na história da humanidade. Então, pedimos paciência, pensando que a própria evolução da capacidade de compreender a realidade conseguirá deixar de lado esses modelos que carregam consigo ódio, desprezo à intelectualidade e submissão, através de fantasias tolas. Resta-nos a esperança de que um dia viveremos num mundo livre da infância intelectual, onde as crianças se comportarão como crianças e os adultos como adultos.
Nosso roteiro de fuga, para não sermos linchados pelos cristãos durante as festas natalinas, inclui várias viagens. Por isso, o fluxo de publicações diminuirá aqui no Capeta. Não se esqueça: aqueles que não acreditam em Papai Noel acreditam mais nas pessoas.
Nosso roteiro de fuga, para não sermos linchados pelos cristãos durante as festas natalinas, inclui várias viagens. Por isso, o fluxo de publicações diminuirá aqui no Capeta. Não se esqueça: aqueles que não acreditam em Papai Noel acreditam mais nas pessoas.
Outra vez: prefeito de Horizontina pode ser cassado
Problemas da tecnologia
Os Filhos do Positivismo
Júnior Grings, Campos Lindos - TO
Deixo as relações com a tecnologia desse pequeno manuscrito por conta dos leitores do Blog. O assunto parece sem propósito, ou inadequado. Todavia, estou em uma cruzada contra essas “ervas daninhas”. Escondem-se fantasiados em pessoas normais, cultivam, aparentemente, um pensamento moderado, incrivelmente juram fazer parte de um pensamento de vanguarda. No menor vestígio de polêmica, despejam todo o seu verbo, erguem o pavilhão da "amor, pela ordem e progresso", a moral (ou moralidade) sustentando a família. Família que é o alicerce de tudo.
Não tenho problema algum com ordem, moral e família. Nenhum mesmo. Entretanto, qualquer um desses três “elementos” só têm sentido quando se justificam. Sei, preciso clarear isso; começarei pela família: qual o sentido de ter uma família por simples aparência? O que mantém uma família em harmonia é a boa convivência, estabelecer parâmetros ou fazer julgamentos sobre o que é uma família. Trata-se de um ótimo recheio de lingüiça para as pregações. Impor um relacionamento familiar, é por si só não ter uma família.
Ordem? Ordem por ela mesma não quer dizer nada. Podemos dizer sem medo algum: a ordem existe apenas depois de uma convenção sobre ela (ordem crescente, ordem decrescente, ordem aleatória). Existe ordem somente quando tudo está no seu lugar. Exigir ordem é querer que nada se altere, por inferência lógica, com ordem não existe progresso. Precisamos do caos e da crise para formularmos uma nova ordem, consequentemente progredir ou não.
Agora vamos enfrentar a moral. A moral é feita de regras de convívio absorvidas tacitamente. Por isso, temos que ter presente que se a moral vem do convívio, o próprio pode muda-lá. Todo conviver social evoluí. Por conseguinte, a moral vai adequando-se a evolução. Impor conceitos morais é impor contra a convivência. Se ela acontece de forma tácita, as mudanças morais vão acontecendo. Não aceitar isso é não aceitar a própria moral.
Júnior Grings, Campos Lindos - TO
Deixo as relações com a tecnologia desse pequeno manuscrito por conta dos leitores do Blog. O assunto parece sem propósito, ou inadequado. Todavia, estou em uma cruzada contra essas “ervas daninhas”. Escondem-se fantasiados em pessoas normais, cultivam, aparentemente, um pensamento moderado, incrivelmente juram fazer parte de um pensamento de vanguarda. No menor vestígio de polêmica, despejam todo o seu verbo, erguem o pavilhão da "amor, pela ordem e progresso", a moral (ou moralidade) sustentando a família. Família que é o alicerce de tudo.
Não tenho problema algum com ordem, moral e família. Nenhum mesmo. Entretanto, qualquer um desses três “elementos” só têm sentido quando se justificam. Sei, preciso clarear isso; começarei pela família: qual o sentido de ter uma família por simples aparência? O que mantém uma família em harmonia é a boa convivência, estabelecer parâmetros ou fazer julgamentos sobre o que é uma família. Trata-se de um ótimo recheio de lingüiça para as pregações. Impor um relacionamento familiar, é por si só não ter uma família.
Ordem? Ordem por ela mesma não quer dizer nada. Podemos dizer sem medo algum: a ordem existe apenas depois de uma convenção sobre ela (ordem crescente, ordem decrescente, ordem aleatória). Existe ordem somente quando tudo está no seu lugar. Exigir ordem é querer que nada se altere, por inferência lógica, com ordem não existe progresso. Precisamos do caos e da crise para formularmos uma nova ordem, consequentemente progredir ou não.
Agora vamos enfrentar a moral. A moral é feita de regras de convívio absorvidas tacitamente. Por isso, temos que ter presente que se a moral vem do convívio, o próprio pode muda-lá. Todo conviver social evoluí. Por conseguinte, a moral vai adequando-se a evolução. Impor conceitos morais é impor contra a convivência. Se ela acontece de forma tácita, as mudanças morais vão acontecendo. Não aceitar isso é não aceitar a própria moral.
As belezas do Tocantins
Júnior Grings, Campos Lindos (TO)
Alguns dias desaparecido aqui do Capeta, mas podem ficar tranqüilos: continuo vivo. A rotina de trabalho apertou um pouco, por causa do final de ano. Na última quinta-feira (4), presenciei uma cena rara e de imensa beleza: dois filhotes de Jaguatirica cruzaram nosso caminho. Assim que perceberam nossa presença, pularam para o mato. Foram alguns segundos apenas, nem tempo para a fotografia. Entretanto o registro em nosso cérebro ficou. A natureza é bela em sua essência.
Falando em beleza da natureza: um pouco antes do entardecer, o tempo armou-se para a chuva. Já estávamos na cidade e conseguimos registrar a cena. Posteridade por si só. Os créditos da fotografia ficam por conta do meu colega Solano Dickel Dias.
Para admirar ainda mais a paisagem, clique na foto.
Alguns dias desaparecido aqui do Capeta, mas podem ficar tranqüilos: continuo vivo. A rotina de trabalho apertou um pouco, por causa do final de ano. Na última quinta-feira (4), presenciei uma cena rara e de imensa beleza: dois filhotes de Jaguatirica cruzaram nosso caminho. Assim que perceberam nossa presença, pularam para o mato. Foram alguns segundos apenas, nem tempo para a fotografia. Entretanto o registro em nosso cérebro ficou. A natureza é bela em sua essência.
Falando em beleza da natureza: um pouco antes do entardecer, o tempo armou-se para a chuva. Já estávamos na cidade e conseguimos registrar a cena. Posteridade por si só. Os créditos da fotografia ficam por conta do meu colega Solano Dickel Dias.
Para admirar ainda mais a paisagem, clique na foto.
Universidade + universitário = crise (ou acomodação?)
Qual é a real função da universidade? Ou, talvez, poderíamos reformular a pergunta: qual é a principal função da universidade para com o universitário? Com certeza, em qualquer enquête, a “profissionalização” apareceria com um largo percentual, por inferência apareceria também “ensinar”, ou promover ensinamentos. Entretanto, o primeiro objetivo, e por assim principal, é provocar uma crise. Isso, provocar crise.
Constitucionalmente, todo formado em nível superior tem um contrato fixado com o país, onde ele se compromete em ser um agente de desenvolvimento econômico, social e cultural, da sua região. Os leitores mais apressados possivelmente devem estar se perguntando, e a crise onde entra nisso?
Ser agente do desenvolvimento é criar novos conceitos, é ir muito além da repetição de técnicas. Precisamos gerar conhecimento tanto dentro como fora da universidade. Para gerar novos conhecimentos ou conceitos, precisamos derrubar os estabelecidos anteriormente. Só derrubamos nossas convicções pré-estabelecidas se entrarmos em crise, se vivermos em crise.
Falar isso dentro das paredes da academia soa como uma heresia. Incrivelmente, a fábrica de formadores de conceitos, está moldada para ser uma fábrica de técnicos. Jovens entram aos montes nos cursos superiores esperando aprenderem direitinho o manual prático da profissão escolhida.
Indubitavelmente, precisamos da crise para nossa evolução teórica. Ser agente do desenvolvimento é ser agente da crise. A técnica é fundamental, mas novas técnicas só surgem da crise.
Poema da redação para um correspondente no Tocantins
Juca Fortes
Custa escrever:
"tô aqui no TO e o mundo é lindo!” ou
"A vida é uma merda e tô aqui no tocantins.”
Custa mandar um alô?
Junior Grings, da um sinal, manda um fax, um e-mail,
um sedex com as frutas da estação!
Manda uma foto das terras que você comprou!
Custa escrever:
"tô aqui no TO e o mundo é lindo!” ou
"A vida é uma merda e tô aqui no tocantins.”
Custa mandar um alô?
Junior Grings, da um sinal, manda um fax, um e-mail,
um sedex com as frutas da estação!
Manda uma foto das terras que você comprou!
Sinceramente e com apreço,
O Blog do Capeta
PS: da próxima vez escreve o nome do fotografado na legenda da foto da cara do fotografado.
Entendeu?
O locutor de Campos Lindos
Júnior Grings, de Campos Lindos (TO)
Estou em viagem ao norte do país. A trabalho, claro. Ainda não me sobraram vinténs para umas férias. O nome da pequena cidade onde estou ancorado é Campos Lindos, fica na divisa do Tocantins com o Maranhão. Quero aos poucos apresentar a cidade aos amigos do Capeta. Hoje, eu apresento uma grande figura, um locutor da rádio local: Elton Alves da Silva, popularmente conhecido com o pseudônimo de TomBH.
Tom anima as noites da cidade com o seu programa Toca Tudo no Ar (com direito trocadilho e tudo). O nome da rádio onde Tom apresenta o seu programa é Serra FM. Podemos dizer que o Senhor Alves da Silva é uma metralhadora de palavras ambulante. Em apenas cinco minutos ele despeja uma centena de histórias. Elton veio parar em Campos Lindos após sua empresa passar por aqui. Gostou dos ares e ficou.
Para encerrar nosso primeiro relato nortista, lá vai uma frase bem usada pelo nosso impetuoso amigo: “ Te pela e te deita. Te deita e não te Tapa”.
Horizontina Futsal na luta pelo tetra

Júnior Grings, de Horizontina
Horizontina Futsal, atual tri-campeão gaúcho, joga sua vida na série ouro nesse sábado. Alternando altos e baixos durante o ano todo o time de Horizontina ocupa hoje a oitava colocação na tabela de classificação com 25 pontos. Nesse sábado às 20 horas e 30 minutos enfrenta no Edio Stoll a equipe do Bom Gosto Futsal de Tapejara, que atualmente se encontra na nona colocação com 24 pontos. Um ponto atrás da equipe de Horizontina. Vencendo os horizontinenses garantem a classificação para a próxima fase, já uma derrota complica a vida da equipe na competição.
Mais do que nunca o Horizontina Futsal precisa do apoio da sua torcida, que esse ano ainda não lotou o ginásio. É bom lembrar que nos últimos anos, a torcida horizontinense fez a diferença tanto dentre como fora de casa. A foto postada ilustra bem isso, torcedores saíram de Horizontina viajaram mais de 500 km para ver a equipe conquistar o tri-campeonato em Caxias do Sul contra a UCS/Cortiana em 2007.
Um dos mais emblemáticos Torcedores do Horizontina Futsal é Paulo Stein também conhecido como Preto, fundador da Torcida 10 Organizada, Preto parece já ter a receita para o Tetra-Campeonato: Temos que vencer o jogo e espero que a torcida apóie o time, basta vencermos para chegar entre os 8 classificados. Depois a camisa vai ter que pesar e vamos em busca do tetra. Já fomos desacreditados outras vezes, e nessa hora, quando torcida e time se unem é que crescemos.
Os créditos da foto são da equipe de Marketing do Horizontina Futsal.
A verdadeira função da linguagem
Problemas da Tecnologia VII
Júnior Grings, de Horizontina
Quem nunca baixou uma música da internet que atire a primeira pedra. Criar ferramentas de interação para as pessoas é também criar a possibilidade de multiplicar e fortalecer sentimentos comuns. Desde a minha adolescência convivi com uma prática comum entre jovens, a troca de sons, compartilhar músicas é algo extremamente natural.
A tecnologia veio e oportunizou ferramentas capazes de multiplicar essa prática pelo mundo inteiro. Uma prova disso é a comunidade no Orkut “Discografias”. Comunidade que caminha a passos seguros para um milhão de participantes. Sua principal atividade é disponibilizar links com músicas em mp3 para os internautas fazerem downloads.
Agora essa comunidade tem sua existência assombrada pela APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), que inclusive chama a “Discografias” de seu principal cliente em que tange música. Acompanhe matéria da FOLHAOLINE.
Como eu mencionei acima, criar ferramentas de interação para as pessoas é também criar a possibilidade de multiplicar e fortalecer sentimentos comuns. Os direitos autorais devem ser preservados, mas talvez se as gravadoras abrissem a caixa preta dos custos de um CD ou DVD, e tivessem a disposição de discutir alternativas com os maiores interessados (os consumidores) seria muito mais fácil de diminuir a pirataria. Antes disso, viva a pirataria, viva a “Discografias”.
Quem nunca baixou uma música da internet que atire a primeira pedra. Criar ferramentas de interação para as pessoas é também criar a possibilidade de multiplicar e fortalecer sentimentos comuns. Desde a minha adolescência convivi com uma prática comum entre jovens, a troca de sons, compartilhar músicas é algo extremamente natural.
A tecnologia veio e oportunizou ferramentas capazes de multiplicar essa prática pelo mundo inteiro. Uma prova disso é a comunidade no Orkut “Discografias”. Comunidade que caminha a passos seguros para um milhão de participantes. Sua principal atividade é disponibilizar links com músicas em mp3 para os internautas fazerem downloads.
Agora essa comunidade tem sua existência assombrada pela APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), que inclusive chama a “Discografias” de seu principal cliente em que tange música. Acompanhe matéria da FOLHAOLINE.
Como eu mencionei acima, criar ferramentas de interação para as pessoas é também criar a possibilidade de multiplicar e fortalecer sentimentos comuns. Os direitos autorais devem ser preservados, mas talvez se as gravadoras abrissem a caixa preta dos custos de um CD ou DVD, e tivessem a disposição de discutir alternativas com os maiores interessados (os consumidores) seria muito mais fácil de diminuir a pirataria. Antes disso, viva a pirataria, viva a “Discografias”.
Problemas da tecnologia VI: conhecimento e informação

Jr. Grings, de Horizontina
Talvez esse tema não seja propriamente um problema da tecnologia. Mas como o Everton Maciel sugeriu que eu voltasse com essa série, aqui estou. Alguns dias atrás um jovem, estudante do ensino médio, fez uma afirmação que me deixou preocupado. Seu tom de voz aumentou para exclamar que: “a internet é inegavelmente a maior revolução do conhecimento”. Fugi como um rato da discussão. Achei totalmente descabido o ambiente e os ânimos para o debate. Entretanto, resolvi enviar-lhe um e-mail como também postar no blog o conteúdo.
Talvez minha ignorância seja suficientemente grande para tapar meus olhos ao obvio, todavia, dar poderes revolucionários à internet sobre o conhecimento, é algo que me apavora. É inegável que a rede mundial de computadores é a revolução do acesso às informações. Com a internet, temos acesso, em poucos minutos, a grandes ou pequenos acontecimentos do mundo inteiro. Mas informação não é conhecimento. Não chegamos ao conhecimento sem informações, nem aqui e nem na China, mas as formas de se chegar ao conhecimento ainda são as mesmas da Grécia Antiga até hoje. Não existem atalhos para o conhecimento, ainda precisamos de leitura e reflexão (muito além do esgotamento, diga-se de passagem).
A internet nos fornece um monte de retalhos, precisamos avaliar cada um deles, descartando uns aceitando outros. No entanto, esses retalhos sempre serão apenas informações, quem pode fazer a revolução no conhecimento é o ser humano, e não suas invenções.
Voltando
Júnior Grings
Voltando a esse pequeno espaço virtual, depois de um pequeno sumiço. Quero fazer uma pequena colocação: a democracia não seria justa muito menos plena, se a corrupção e as malfeitorias políticas não tivessem seu espaço garantindo. Democracia é, sim, a representação de todas as facções da população.
E para encerar esse aforisma, ao menos é assim que o Juca Fortes chama meus textos, recordo o ex-ministro da educação francês, Luc Ferry (foto): a democracia é o pior sistema de governo, depois de todos os outros.
Voltando a esse pequeno espaço virtual, depois de um pequeno sumiço. Quero fazer uma pequena colocação: a democracia não seria justa muito menos plena, se a corrupção e as malfeitorias políticas não tivessem seu espaço garantindo. Democracia é, sim, a representação de todas as facções da população.E para encerar esse aforisma, ao menos é assim que o Juca Fortes chama meus textos, recordo o ex-ministro da educação francês, Luc Ferry (foto): a democracia é o pior sistema de governo, depois de todos os outros.
Entanda, se puder
Jr, Grings, de Horizontina
Estou há dias tentando dimensionar a distância entre duas pessoas. Sei que metricamente é possível fazer essa mensuração. Entretanto, determinar o que aproxima ou distancia as pessoas é algo difícil de se palpar
Tenho aqui, entre meus botões, que a melhor maneira de saber a proximidade humana é a linguagem, ou quem sabe a ausência dela. As expressões e interpretações aproximam as pessoas umas das outras.
Seguindo esse raciocínio, podemos inferir que ferramentas como telefone e internet, são grandes instrumentos para diminuir distâncias. Todavia, existe um pequeno detalhe em meio a isso tudo: quando nos comunicamos de forma indireta, estamos muito mais relacionados com nós e com nossas idéias do que com as outras pessoas. Desenhamos as palavras a nossa maneira, o que, muitas vezes, não reflete o que o locutor queria dizer.
Ter cuidado e cautela na hora de receber as manifestações das outras pessoas é um bom exercício para evitarmos ansiedades e desejos sem correspondência.
Estou há dias tentando dimensionar a distância entre duas pessoas. Sei que metricamente é possível fazer essa mensuração. Entretanto, determinar o que aproxima ou distancia as pessoas é algo difícil de se palpar
Tenho aqui, entre meus botões, que a melhor maneira de saber a proximidade humana é a linguagem, ou quem sabe a ausência dela. As expressões e interpretações aproximam as pessoas umas das outras.
Seguindo esse raciocínio, podemos inferir que ferramentas como telefone e internet, são grandes instrumentos para diminuir distâncias. Todavia, existe um pequeno detalhe em meio a isso tudo: quando nos comunicamos de forma indireta, estamos muito mais relacionados com nós e com nossas idéias do que com as outras pessoas. Desenhamos as palavras a nossa maneira, o que, muitas vezes, não reflete o que o locutor queria dizer.
Ter cuidado e cautela na hora de receber as manifestações das outras pessoas é um bom exercício para evitarmos ansiedades e desejos sem correspondência.
Voltando
Júnior Grings
Antes de colocar minhas inexpressivas palavras, quero pedir desculpas aos leitores do Blog pelo meu súbito afastamento. Mesmo não sendo candidato, minhas atribuições partidárias acabam consumindo minhas energias e o meu tempo vago. Todavia, prometo não me ausentar tanto daqui para frente.
Deixando as delongas de lado, quero falar sobre a imparcialidade dos meios de comunicação nesse período eleitoral. Claro que ser imparcial não é uma tarefa humanamente possível. Entretanto bom senso nessas questões é fundamental. Valer-se de uma postura pública e de uma ferramenta de informação de forma tendenciosa é um crime moral para com o leitor, ouvinte ou telespectador.
O Papel da mídia é informar os fatos da maneira mais clara e mais perto da realidade. É compromisso do “jornalista” usar critérios na hora de fazer sua matéria. Nessas horas é que podemos observar o caráter das pessoas as quais damos nossa atenção todos os dias.
Antes de colocar minhas inexpressivas palavras, quero pedir desculpas aos leitores do Blog pelo meu súbito afastamento. Mesmo não sendo candidato, minhas atribuições partidárias acabam consumindo minhas energias e o meu tempo vago. Todavia, prometo não me ausentar tanto daqui para frente.
Deixando as delongas de lado, quero falar sobre a imparcialidade dos meios de comunicação nesse período eleitoral. Claro que ser imparcial não é uma tarefa humanamente possível. Entretanto bom senso nessas questões é fundamental. Valer-se de uma postura pública e de uma ferramenta de informação de forma tendenciosa é um crime moral para com o leitor, ouvinte ou telespectador.
O Papel da mídia é informar os fatos da maneira mais clara e mais perto da realidade. É compromisso do “jornalista” usar critérios na hora de fazer sua matéria. Nessas horas é que podemos observar o caráter das pessoas as quais damos nossa atenção todos os dias.
Nota do Capeta
Nosso contador de acessos parou de funcionar perto dos 10mil acessos. Tivemos que colocar outro. Obrigado pela paciência.
A condição Humana na sua historicidade
Júnior Grings
Como falar sobre determinado assunto, quando nossas dúvidas e ansiedades estão em pleno fervor? Poderia aqui ficar detido na tarefa empreendida pelo professor e tentar, por fim, justificar a continuidade da modernidade baseado em uma gama diversa de autores. Entretanto, minha consciência obriga-me a uma aventura arriscada, mesmo que o preço dela seja a total invalidação desse inexpressivo manuscrito. As marcas históricas não podem estar acima dos interesses humanos. Qual é a legitimação científica ou filosófica do conhecimento se não o homem? E o que é o homem se não suas manifestações de compreensão e expressão?
A maior herança da modernidade é a possibilidade de podermos diferenciar o significado do seu significante, a separação do sujeito e objeto de forma clara. O objeto perdeu a sua forma concreta graças à separação entre ciência e filosofia/teologia, depois, com a separação da filosofia e as ciências humanas.
Notoriamente, ao olharmos a Grécia antiga, vamos perceber a proximidade entre ciência e filosofia. Uma necessidade em buscar e justificar o fundamento último, claro, sempre com uma forma palpável ao mundo externo. Fazer ciência era fazer filosofia, as experiências eram sempre dispostas a comprovar o absoluto. Platão e Aristóteles recorriam ao mundo empírico para, formalmente, sustentar seus sistemas, mesmo considerando as imperfeições dos mesmos.
O período medieval aprisiona esses sistemas de uma forma teológica, buscando sempre a partir das ciências – de uma maneira restrita – e da filosofia, justificar o fundamento último e absoluto, rotulado de deus. Os conceitos de bom, ruim, verdade, belo, precisam de argumentos sólidos, digamos, mensuráveis.
O avanço científico e o começo da introdução do método fazem a ciência desprender-se da filosofia e da teologia com o começo da modernidade. O conhecimento científico passa a qualificar e quantificar os fenômenos, os fatos, os acontecimentos, enfim, começa a explicar a natureza. Inegavelmente, a ciência produz soluções para os problemas do homem. Todavia, nas soluções produzidas pela ciência apenas tem valor os fenômenos explicados, o objeto em questão pode ser entendido e explicado. Os problemas gerados por essas soluções continuam no campo especulativo, onde a filosofia, apoiada hora na teologia e hora nas ciências humanas, tenta produzir seus conhecimentos.
Como avalista de dois campos com conhecimento específico, a filosofia não consegue gerar conhecimentos que não sejam concretos. Legitimar um deus, ou determinada teoria social, não vai além de buscar a solução dos problemas. É pertinente lembrar que só existe solução para os fenômenos. Nenhum um fenômeno é transcendental, não acompanha o homem em sua história.
Com alguma clareza, podemos perceber, seguindo esse raciocínio, que toda ciência é descontinua. Os problemas surgem ao decorrer do processo histórico, e cada instante da história as soluções dos problemas se justificam. Entretanto, o que transcende a tudo isso são os problemas das soluções. E isso não tem um atrelamento concreto aos fenômenos, é o que transcende no homem. Os objetos e fenômenos da ciência passam a ser a expressão e interpretação das suas conseqüências.
Quando a ciência – incluindo as humanas e a teologia – passa a solucionar os problemas, e a filosofia descobre o seu verdadeiro papel de especular sobre os problemas da solução, é que de fato podemos considerar a consolidação da modernidade.
Mencionada logo no início, a separação do significado e significante, merece uma atenção especial para prosseguirmos nosso empreendimento. Quando desprendemos a filosofia da ciência – da maneira posta anteriormente – notamos que o objeto (significante) não é mais necessariamente vinculado ao seu significado. Não precisamos levar o objeto conosco quando formos dele emitir qualquer juízo. Através da linguagem emitida tanto de maneira filosófica ou científica, podemos de maneira satisfatória argumentar sobre ele. Com essa, ótica para afirmarmos o fim da era moderna ou a sua continuação, precisamos resolver de forma fundamentada um problema que continua longe do seu fim. A ciência e a filosofia precisam de forma conjunta estabelecer um conhecimento que seja a solução de todos os problemas e, ao mesmo tempo, o fim dos problemas da solução.
Esse conhecimento precisa ser concreto de maneira suficiente, e transcendental de maneira absoluta. Do contrário entraremos em um novo ciclo teológico.
Supor um domínio científico dos fenômenos de tal envergadura é contrapor o papel das ciências, que necessita dos fenômenos e dos acontecimentos para produzir seus conhecimentos. Ainda nesse viés, é necessário uma emancipação plena da condição humana de maneira transcendental a toda sua historicidade. Seria como chegar ao fim de todas as buscas que o homem almejou.
Meus anseios e temores balançam ao tentar emoldurar tanto o esgotamento da capacidade humana, pelo seu uso pleno, quanto visualizar a nossa incapacidade histórica de chegarmos ao nosso limite máximo.
Posso ariscar dizer que cabe a condição humana – e apenas a ela – esse próximo passo no seu periodismo histórico. Demarcar os limites e buscas, tanto científicas quanto filosóficas, é papel do homem.
Como falar sobre determinado assunto, quando nossas dúvidas e ansiedades estão em pleno fervor? Poderia aqui ficar detido na tarefa empreendida pelo professor e tentar, por fim, justificar a continuidade da modernidade baseado em uma gama diversa de autores. Entretanto, minha consciência obriga-me a uma aventura arriscada, mesmo que o preço dela seja a total invalidação desse inexpressivo manuscrito. As marcas históricas não podem estar acima dos interesses humanos. Qual é a legitimação científica ou filosófica do conhecimento se não o homem? E o que é o homem se não suas manifestações de compreensão e expressão?
A maior herança da modernidade é a possibilidade de podermos diferenciar o significado do seu significante, a separação do sujeito e objeto de forma clara. O objeto perdeu a sua forma concreta graças à separação entre ciência e filosofia/teologia, depois, com a separação da filosofia e as ciências humanas.
Notoriamente, ao olharmos a Grécia antiga, vamos perceber a proximidade entre ciência e filosofia. Uma necessidade em buscar e justificar o fundamento último, claro, sempre com uma forma palpável ao mundo externo. Fazer ciência era fazer filosofia, as experiências eram sempre dispostas a comprovar o absoluto. Platão e Aristóteles recorriam ao mundo empírico para, formalmente, sustentar seus sistemas, mesmo considerando as imperfeições dos mesmos.
O período medieval aprisiona esses sistemas de uma forma teológica, buscando sempre a partir das ciências – de uma maneira restrita – e da filosofia, justificar o fundamento último e absoluto, rotulado de deus. Os conceitos de bom, ruim, verdade, belo, precisam de argumentos sólidos, digamos, mensuráveis.
O avanço científico e o começo da introdução do método fazem a ciência desprender-se da filosofia e da teologia com o começo da modernidade. O conhecimento científico passa a qualificar e quantificar os fenômenos, os fatos, os acontecimentos, enfim, começa a explicar a natureza. Inegavelmente, a ciência produz soluções para os problemas do homem. Todavia, nas soluções produzidas pela ciência apenas tem valor os fenômenos explicados, o objeto em questão pode ser entendido e explicado. Os problemas gerados por essas soluções continuam no campo especulativo, onde a filosofia, apoiada hora na teologia e hora nas ciências humanas, tenta produzir seus conhecimentos.
Como avalista de dois campos com conhecimento específico, a filosofia não consegue gerar conhecimentos que não sejam concretos. Legitimar um deus, ou determinada teoria social, não vai além de buscar a solução dos problemas. É pertinente lembrar que só existe solução para os fenômenos. Nenhum um fenômeno é transcendental, não acompanha o homem em sua história.
Com alguma clareza, podemos perceber, seguindo esse raciocínio, que toda ciência é descontinua. Os problemas surgem ao decorrer do processo histórico, e cada instante da história as soluções dos problemas se justificam. Entretanto, o que transcende a tudo isso são os problemas das soluções. E isso não tem um atrelamento concreto aos fenômenos, é o que transcende no homem. Os objetos e fenômenos da ciência passam a ser a expressão e interpretação das suas conseqüências.
Quando a ciência – incluindo as humanas e a teologia – passa a solucionar os problemas, e a filosofia descobre o seu verdadeiro papel de especular sobre os problemas da solução, é que de fato podemos considerar a consolidação da modernidade.
Mencionada logo no início, a separação do significado e significante, merece uma atenção especial para prosseguirmos nosso empreendimento. Quando desprendemos a filosofia da ciência – da maneira posta anteriormente – notamos que o objeto (significante) não é mais necessariamente vinculado ao seu significado. Não precisamos levar o objeto conosco quando formos dele emitir qualquer juízo. Através da linguagem emitida tanto de maneira filosófica ou científica, podemos de maneira satisfatória argumentar sobre ele. Com essa, ótica para afirmarmos o fim da era moderna ou a sua continuação, precisamos resolver de forma fundamentada um problema que continua longe do seu fim. A ciência e a filosofia precisam de forma conjunta estabelecer um conhecimento que seja a solução de todos os problemas e, ao mesmo tempo, o fim dos problemas da solução.
Esse conhecimento precisa ser concreto de maneira suficiente, e transcendental de maneira absoluta. Do contrário entraremos em um novo ciclo teológico.
Supor um domínio científico dos fenômenos de tal envergadura é contrapor o papel das ciências, que necessita dos fenômenos e dos acontecimentos para produzir seus conhecimentos. Ainda nesse viés, é necessário uma emancipação plena da condição humana de maneira transcendental a toda sua historicidade. Seria como chegar ao fim de todas as buscas que o homem almejou.
Meus anseios e temores balançam ao tentar emoldurar tanto o esgotamento da capacidade humana, pelo seu uso pleno, quanto visualizar a nossa incapacidade histórica de chegarmos ao nosso limite máximo.
Posso ariscar dizer que cabe a condição humana – e apenas a ela – esse próximo passo no seu periodismo histórico. Demarcar os limites e buscas, tanto científicas quanto filosóficas, é papel do homem.
Solução dos problemas ou os problemas da solução
Júnior Grings
Apliquei os meus últimos dias de leitura a um dos maiores nomes da filosofia brasileira, Dr. Ernildo Stein, famoso por ser um grande estudioso de Heidegger. Stein faz umas observações interessantes sobre as diferenças entre a filosofia e as ciências. Não querendo sobrepor uma à outra, mas, sim, na definição do espaço de cada uma no desenvolvimento da humanidade. Ele coloca, com muita propriedade, que o papel das ciências é lidar com a solução dos problemas, é solucionar as particularidades que a humanidade demanda. À filosofia cabe a função de falar sobre os problemas da solução, falar e tentar entender o porquê a solução precisa de melhorias e ou substituições.
Notem a sutilidade desse pensamento “solução de problemas” versus “problemas da solução”, implicação de um intenso diálogo entre ambas as partes é a necessidade primordial para a continuação de ambas. Mencionar ou pensar em qualquer possibilidade de uma solução definitiva para os problemas é decretar hora, local e data para o fim das ciências e da filosofia. E, conseqüentemente, o congelamento da sociedade.
Apliquei os meus últimos dias de leitura a um dos maiores nomes da filosofia brasileira, Dr. Ernildo Stein, famoso por ser um grande estudioso de Heidegger. Stein faz umas observações interessantes sobre as diferenças entre a filosofia e as ciências. Não querendo sobrepor uma à outra, mas, sim, na definição do espaço de cada uma no desenvolvimento da humanidade. Ele coloca, com muita propriedade, que o papel das ciências é lidar com a solução dos problemas, é solucionar as particularidades que a humanidade demanda. À filosofia cabe a função de falar sobre os problemas da solução, falar e tentar entender o porquê a solução precisa de melhorias e ou substituições.
Notem a sutilidade desse pensamento “solução de problemas” versus “problemas da solução”, implicação de um intenso diálogo entre ambas as partes é a necessidade primordial para a continuação de ambas. Mencionar ou pensar em qualquer possibilidade de uma solução definitiva para os problemas é decretar hora, local e data para o fim das ciências e da filosofia. E, conseqüentemente, o congelamento da sociedade.
Dialética do conhecimento (versão simplificada)
Júnior Grings, de Horizontina
No meu projeto literário da adolescência, livro que intitulei de Os Olhos do Mundo – certamente, não está publicado –, eu já ensaiava meus primeiros passos sobre esse tema. Na época, não tinha nenhum conhecimento filosófico - não que eu tenha algum hoje -, mas os percalços da universidade me ensinaram algumas coisas. Os leitores que acompanham minhas intervenções aqui no Blog provavelmente já devem ter cruzados os olhos por algo nesse sentido, falo dos pré-conceitos que temos estabelecidos em nossa mente.
Não consigo imaginar que possamos emitir qualquer juízo daquilo ao qual não tenhamos o mínimo conhecimento. Só podemos imaginar aquilo que de alguma forma conhecemos. Logo, o que não conhecemos, simplesmente, não faz parte da nossa gama de pensamentos. Antes de prosseguir, quero deixar claro que conhecemos as coisas não só de maneira empírica, mas também de maneira racional dedutiva.
O que de fato nos leva a tirar impressões ou idéias das coisas é a relação que temos com a coisa ou com o que se assemelha ou a lembre. Nossa primeira impressão sempre é pautada por aquilo que imaginamos, e nunca no que realmente cabe. Não que via de regra sempre teremos um pré-conceito diferente da realidade, mas será sempre prematuro emitir conceitos acabados, ou pelo menos bem fundamentados sobre algo em nosso primeiro contato.
Porém, para aprimorar nossos juízos, precisamos romper esse pré-conceito. Temos a necessidade de colocar de lado – se isso for realmente possível – nossas impressões da coisa. Somos movidos por julgamentos, estabelecemos todos os nossos relacionamentos com base nos resultados de nossos juízos. Por isso não podemos evoluir relação alguma sem rompermos, na medida em que vamos nos relacionando e aprimorando nossos conhecimentos sobre algo.
Não é o acaso que nos aproxima das coisas e das pessoas, mas sim, nossos pré-conceitos, do mesmo modo que ele nos afasta das mesmas. Conviver é emitir e derrubar juízos, um exercício diário que, muitas vezes, parece estar longe da prática das pessoas.
No meu projeto literário da adolescência, livro que intitulei de Os Olhos do Mundo – certamente, não está publicado –, eu já ensaiava meus primeiros passos sobre esse tema. Na época, não tinha nenhum conhecimento filosófico - não que eu tenha algum hoje -, mas os percalços da universidade me ensinaram algumas coisas. Os leitores que acompanham minhas intervenções aqui no Blog provavelmente já devem ter cruzados os olhos por algo nesse sentido, falo dos pré-conceitos que temos estabelecidos em nossa mente.
Não consigo imaginar que possamos emitir qualquer juízo daquilo ao qual não tenhamos o mínimo conhecimento. Só podemos imaginar aquilo que de alguma forma conhecemos. Logo, o que não conhecemos, simplesmente, não faz parte da nossa gama de pensamentos. Antes de prosseguir, quero deixar claro que conhecemos as coisas não só de maneira empírica, mas também de maneira racional dedutiva.O que de fato nos leva a tirar impressões ou idéias das coisas é a relação que temos com a coisa ou com o que se assemelha ou a lembre. Nossa primeira impressão sempre é pautada por aquilo que imaginamos, e nunca no que realmente cabe. Não que via de regra sempre teremos um pré-conceito diferente da realidade, mas será sempre prematuro emitir conceitos acabados, ou pelo menos bem fundamentados sobre algo em nosso primeiro contato.
Porém, para aprimorar nossos juízos, precisamos romper esse pré-conceito. Temos a necessidade de colocar de lado – se isso for realmente possível – nossas impressões da coisa. Somos movidos por julgamentos, estabelecemos todos os nossos relacionamentos com base nos resultados de nossos juízos. Por isso não podemos evoluir relação alguma sem rompermos, na medida em que vamos nos relacionando e aprimorando nossos conhecimentos sobre algo.
Não é o acaso que nos aproxima das coisas e das pessoas, mas sim, nossos pré-conceitos, do mesmo modo que ele nos afasta das mesmas. Conviver é emitir e derrubar juízos, um exercício diário que, muitas vezes, parece estar longe da prática das pessoas.
Paralelo 30
Júnior Grings
Andei meio afastado do Capeta nos últimos dias. “Andei” pressupõe que não estarei afastado nos próximos dias. Todavia, essa é uma certeza que não tenho. Meu afastamento aconteceu por motivos profissionais, exponenciados pela faculdade e por outras atividades paralelas. Sempre me detive a várias atividades, mas nunca dei conta de uma só plenamente. Isso já faz parte de mim. Mas O Blog realmente merece mais atenção.
Na semana passada, acabei indo até a capital dos gaúchos, minhas estadas em Porto Alegre sempre são peculiares. Posso passar poucas horas, mas sempre passarei por situações inusitadas. Curioso.
Grandes centros urbanos mechem sensivelmente com a minha pisque. Sou um típico cidadão interiorano, mas não é esse o problema. Nunca tive problemas desse tipo em nenhuma outra cidade do país. O Problema é justamente a cidade. Não que eu não goste da capital do meu Estado, pelo contrário sou um grande admirador dos seus encantos.
Bueno, como diria o gaúcho, vamos aos fatos: estava eu na Avenida Érico Veríssimo, bem próximo do prédio do Zero Hora. Terminando o cigarro, para tocar o interfone de um prédio, quando um sujeito me aborda e começa um longo discurso. A conjugação verbal e a imponência contextual do cara erra espetacular, só não conseguia saber do que se tratava o assunto. Ele não parava de falar, aumentava o tom da voz gradativamente, chamava a atenção de todos que iam passando por ali naquele começo de manhã. Qualquer outra pessoa teria passado batido pelo cara, mas eu não. Titubiei uma indagação, no entanto não tive oportunidade de fazê-la, quando dei por mim meu amigo relâmpago meu apertou a mão e disse: “Quanto mais veados pelo mundo, mais mulher para nós dois”. E saiu, fiquei com a mão estendida, petrificado com várias pessoas desconhecidas me olhando. Isso não deveria importar, mas como sou um cidadão interiorano fiquei envergonhado e disse para mim mesmo: é... estou em Porto Alegre.
Andei meio afastado do Capeta nos últimos dias. “Andei” pressupõe que não estarei afastado nos próximos dias. Todavia, essa é uma certeza que não tenho. Meu afastamento aconteceu por motivos profissionais, exponenciados pela faculdade e por outras atividades paralelas. Sempre me detive a várias atividades, mas nunca dei conta de uma só plenamente. Isso já faz parte de mim. Mas O Blog realmente merece mais atenção.
Na semana passada, acabei indo até a capital dos gaúchos, minhas estadas em Porto Alegre sempre são peculiares. Posso passar poucas horas, mas sempre passarei por situações inusitadas. Curioso.
Grandes centros urbanos mechem sensivelmente com a minha pisque. Sou um típico cidadão interiorano, mas não é esse o problema. Nunca tive problemas desse tipo em nenhuma outra cidade do país. O Problema é justamente a cidade. Não que eu não goste da capital do meu Estado, pelo contrário sou um grande admirador dos seus encantos.
Bueno, como diria o gaúcho, vamos aos fatos: estava eu na Avenida Érico Veríssimo, bem próximo do prédio do Zero Hora. Terminando o cigarro, para tocar o interfone de um prédio, quando um sujeito me aborda e começa um longo discurso. A conjugação verbal e a imponência contextual do cara erra espetacular, só não conseguia saber do que se tratava o assunto. Ele não parava de falar, aumentava o tom da voz gradativamente, chamava a atenção de todos que iam passando por ali naquele começo de manhã. Qualquer outra pessoa teria passado batido pelo cara, mas eu não. Titubiei uma indagação, no entanto não tive oportunidade de fazê-la, quando dei por mim meu amigo relâmpago meu apertou a mão e disse: “Quanto mais veados pelo mundo, mais mulher para nós dois”. E saiu, fiquei com a mão estendida, petrificado com várias pessoas desconhecidas me olhando. Isso não deveria importar, mas como sou um cidadão interiorano fiquei envergonhado e disse para mim mesmo: é... estou em Porto Alegre.
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